Gestores ProChild para a Infância​

Gestores ProChild para a Infância

Adelina Pinto | Câmara Municipal de Guimarães (coord.)
Marlene Matos | UMinho (coord.)
Alexandra Ribeiro | ProChild CoLAB
Helena Grangeia | ProChild CoLAB
Marlene Sousa | ProChild CoLAB
Patrícia Ferreira | Câmara Municipal de Guimarães

A pandemia COVID-19 e as medidas de controlo da doença (e.g., o confinamento) contribuem para o surgimento ou agravamento de fatores de risco para as crianças e as famílias. Na ausência de apoio formal e informal, as famílias procuram dar resposta, num mesmo espaço e tempo, às responsabilidades inerentes ao trabalho pago, ao cuidado e à educação das crianças e às tarefas domésticas. Esta sobrecarga gera maior stress, conflito familiar e deterioração das práticas parentais, potenciando situações de maior risco/perigo para as crianças. O confinamento e o encerramento de serviços comunitários de apoio às famílias favorecem a sua invisibilidade ao Sistema de Proteção da Criança, o que é evidente no decréscimo de 29.7% das sinalizações às CPCJ entre janeiro e abril de 2020, comparativamente ao período análogo de 2019. Todos estes efeitos são agudizados pela crise económica que, num contexto pandémico, afeta todos os setores da sociedade. O cenário é preocupante, especialmente em crianças e famílias já vulneráveis devido, por exemplo, a contextos e processos de exclusão socioeconómica, a dinâmicas abusivas no seio familiar e a necessidades ou condições de saúde especiais. A atuação dos diferentes setores da comunidade e o trabalho de proximidade com as famílias é absolutamente imprescindível para a minimização do impacto da pandemia nas crianças e famílias.

Capacitação de um grupo de profissionais do setor da educação que atue no Município de Guimarães como figuras de referência, num trabalho de proximidade junto das crianças e respetivas famílias e em estreita articulação com as respostas municipais e da comunidade. A atuação destes/as profissionais de primeira linha tem por objetivo a mitigação dos efeitos da pandemia e do confinamento na saúde e bem-estar das crianças, sobretudo nos casos de maior vulnerabilidade social. Tendo em vista o objetivo último do fortalecimento das pessoas e da comunidade, as suas funções passam por:

  1. Estabelecer uma relação de apoio, restabelecer a segurança, garantindo o conforto físico e emocional de crianças e famílias;
  2. Ajudar a identificar as suas preocupações e necessidades imediatas;
  3. Oferecer apoio prático e dar informações úteis;
  4. (Re)estabelecer o contacto das pessoas com a sua rede de apoio social;
  5. Articular as respostas da comunidade face às necessidades identificadas.

Realização de fóruns de discussão realizados via videoconferência com uma periodicidade quinzenal que têm como objetivo:

  • Trabalhar temáticas relevantes para a atuação dos/as gestores/as, disponibilizando material de apoio. Monitorizar os casos acompanhados pelos/as gestores/as através de uma ficha de monitorização elaborada para o efeito.
  • Supervisionar a atuação/práticas dos/as gestores/as.
  • Promover a articulação com outras entidades.
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